Com o objetivo de reforçar a segurança e evitar incêndios causados por baterias de lítio, as companhias aéreas estão implementando novas restrições ao transporte de carregadores portáteis (power banks). A iniciativa acompanha uma diretriz da Organização das Nações Unidas (ONU), que agora proíbe o carregamento desses aparelhos durante o voo e estabelece um teto de unidades por viajante.
O Caso da Southwest Airlines
A companhia norte-americana anunciou regras mais rígidas que as sugeridas pela ONU (que recomenda até dois aparelhos). A partir de 20 de abril, os passageiros da Southwest poderão portar apenas um carregador portátil, que deve seguir normas específicas:
- Proibição de Despacho: O item não pode ir no porão do avião nem nos compartimentos superiores (bins).
- Visibilidade: O dispositivo deve estar visível se estiver em uso, facilitando a ação rápida da tripulação em caso de superaquecimento.
- Abordagem Educativa: A empresa não fará revistas invasivas, focando em alertar os passageiros no check-in e nos portões de embarque.
O Aumento dos Riscos e Incidentes
A preocupação é fundamentada em dados alarmantes sobre a segurança aérea:
| Dado | Estatística (2025) |
| Incidentes (EUA) | 97 registros oficiais de problemas com baterias de lítio. |
| Frequência Global | Cerca de dois incidentes relatados por semana pela UL Standards & Engagement. |
| Crescimento | Aumento de 42% nos casos envolvendo especificamente carregadores portáteis. |
Um episódio crítico ocorreu em janeiro de 2025, na Coreia do Sul, onde um incêndio em uma aeronave da Air Busan exigiu a evacuação urgente de 176 pessoas após as chamas atingirem o teto da cabine.
Protocolos de Emergência
Para mitigar os riscos, as tripulações já utilizam equipamentos especializados, como luvas isolantes e bolsas antichamas projetadas para conter dispositivos que entrem em “fuga térmica”.
“Essa nova regra fortalece nossa capacidade de mitigar incidentes, reduzindo drasticamente o risco de incêndios a bordo”, afirmou Dave Hunt, vice-presidente de Segurança da Southwest.
Especialistas alertam que a maioria dos passageiros ainda subestima o perigo, e que a proliferação de eletrônicos (tablets, laptops e celulares) torna a fiscalização rigorosa uma prioridade para a aviação moderna.





