Em meio às celebrações de meio século da Apple, o cofundador da empresa, Steve Wozniak, expressou um olhar cético sobre o atual estado da inteligência artificial. Em entrevista à CNN, o engenheiro classificou as ferramentas de IA como “decepcionantes”, afirmando que a tecnologia ainda falha no ponto mais crucial: compreender a real intenção humana.
A frustração com a falta de nuances
Wozniak revelou que não utiliza IA com frequência em sua rotina. Sua principal crítica reside na incapacidade dos chatbots de interpretar nuances e contextos específicos. Segundo ele, os sistemas frequentemente ignoram palavras-chave que mudam o sentido de uma pergunta, entregando resultados genéricos e artificiais.
Para o visionário, a IA atual apresenta outras limitações claras:
- Falta de humanidade: Os textos são descritos como “secos” e “perfeitos demais”, carecendo de emoção, empatia e intenção genuína.
- Mecânica de “autocompletar”: Ele argumenta que os modelos funcionam como sistemas avançados de predição de texto, ainda sujeitos a “alucinações” e erros factuais.
- Cérebro vs. Algoritmo: Para Woz, a tecnologia permanece distante de replicar o funcionamento cerebral, especialmente no que diz respeito ao desejo real de ajudar o próximo.
Apesar do tom crítico, ele admite que a ferramenta deve evoluir a ponto de impactar e substituir diversas funções de “colarinho branco” no futuro.

Steve Wozniak considera as IAs “decepcionantes”, com respostas genéricas e falta de compreensão sobre o que usuário realmente quer. (Imagem: Divulgação/Apple)
“Celebrate 50 Years of Thinking Different”
Enquanto seu cofundador analisa o futuro da tecnologia, a Apple celebra seu legado. Em março de 2026, a gigante de Cupertino completa 50 anos, marcando a data com eventos globais que resgatam o icônico conceito da campanha “Think Different”.
As festividades começaram no dia 13 de março na Apple Grand Central, em Nova York, com um show de Alicia Keys — integralmente registrado com o novo iPhone 17 Pro. A turnê comemorativa também passou por cidades como Seul e Chengdu, onde executivos reforçaram o papel de produtos como o Apple Vision Pro, o iPadOS 26 e o macOS Tahoe como catalisadores da criatividade humana.





