O FBI emitiu um alerta crítico às autoridades da Califórnia sobre a ameaça de ataques com drones lançados pelo Irã. A ofensiva seria uma retaliação direta às operações militares dos Estados Unidos em fevereiro, que resultaram na morte do ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Detalhes da Ameaça e Estratégia
De acordo com informações da ABC News, a inteligência americana interceptou comunicações de grupos ligados às forças iranianas. O plano, que já estava traçado antes mesmo da morte de Khamenei, envolveria:
- Logística: O transporte de aeronaves não tripuladas (drones) em embarcações até a proximidade da costa oeste.
- Condicionalidade: As mensagens indicavam que o ataque seria ativado caso os EUA atacassem o Irã — evento que se concretizou no fim do mês passado.
- Incertezas: Apesar do alerta, o FBI admitiu não possuir dados específicos sobre o cronograma, os alvos exatos ou os executores da operação.
Por que a Califórnia?
Embora o motivo exato da escolha do estado permaneça incerto, especialistas apontam para a demografia da região. A Califórnia abriga cerca de 500 mil iranianos, com uma concentração tão alta em Los Angeles que a área é apelidada de “Tehrangeles”. O apoio de parte dessa comunidade dissidente às intervenções no Irã poderia tornar a região um alvo simbólico para o regime de Teerã.
Reações Políticas e Segurança
O cenário gerou reações distintas no governo americano:
- Gavin Newsom (Governador da Califórnia): Classificou a situação como “preocupante” e afirmou que o Centro de Operações do Estado está em colaboração total com as agências federais. O Departamento do Xerife de Los Angeles já elevou o nível de prontidão e patrulhamento.
- Donald Trump (Presidente dos EUA): Declarou não estar preocupado com a possibilidade de uma retaliação iraniana dentro do território nacional.
Além do risco humano e político, o setor privado também observa o desdobramento; a Foxconn destacou que o agravamento dos conflitos no Oriente Médio pode gerar impactos severos na indústria global de tecnologia.





