Agências de inteligência da Holanda (AIVD e MIVD) detectaram uma ofensiva cibernética global, coordenada por grupos apoiados pela Rússia, com foco em invadir contas de militares, jornalistas e oficiais de governo. O objetivo central é a interceptação de informações sensíveis através do monitoramento de mensagens individuais e de grupos.
Táticas de Invasão: Foco no Fator Humano
Diferente de ataques que exploram falhas de software, esta campanha foca na engenharia social. Os criminosos utilizam dois métodos principais:
- Roubo de Códigos de Verificação: Hackers se passam por suporte técnico (como chatbots falsos do Signal) para convencer a vítima a entregar o código de segurança.
- Vínculo de Novos Dispositivos: Através da função “Dispositivos Conectados”, os invasores tentam associar um aparelho próprio à conta do alvo, permitindo o acesso contínuo às conversas.
“Não se trata de um comprometimento generalizado do Signal ou do WhatsApp, mas sim de ataques contra usuários específicos”, esclareceu Simone Smit, diretora-geral da AIVD.
Por que esses aplicativos?
A preferência de autoridades pela criptografia de ponta a ponta do WhatsApp e Signal acaba atraindo o interesse de espionagem digital, justamente pelo valor das informações trocadas nesses canais. Como o sistema técnico é robusto, os criminosos optam por manipular o comportamento do usuário.
Como se proteger
Para evitar o comprometimento de contas, as autoridades e as plataformas reforçam recomendações fundamentais:
- Sigilo Absoluto: Jamais compartilhe códigos de verificação. Nem o WhatsApp, nem o Signal solicitam esses dados por chat.
- Atenção a QR Codes: Não escaneie códigos enviados por terceiros, pois eles são a porta de entrada para vincular dispositivos intrusos.
- Verificação de Dispositivos: Cheque regularmente nas configurações do aplicativo quais aparelhos têm acesso à sua conta.





