Apesar do fenômeno que especialistas apelidaram de “RAMmageddon” — uma alta agressiva nos preços da memória RAM —, o PlayStation 6 deve seguir seu cronograma original. Segundo o canal Moore’s Law Is Dead, a Sony não pretende adiar o console, uma vez que o custo de cancelar contratos de produção seria muito mais prejudicial do que absorver o encarecimento da memória GDDR7.
Atualmente, a gigante japonesa já possui um acordo firmado com a TSMC para iniciar a produção no segundo trimestre de 2027. Romper esse compromisso significaria perder o “lugar na fila” do processo de 3nm, cedendo espaço para concorrentes e atrasando a marca por anos.
O custo do atraso vs. O custo da RAM
A análise aponta que a Sony investiu dezenas de milhões de dólares no desenvolvimento do APU Orion, o coração do PS6. Paralisar um projeto de escala bilionária por conta de componentes secundários não é visto como uma decisão racional pela diretoria.
“Pagar mais pela RAM não vale o custo de atrasar o produto”, reforça o insider.
A estratégia da Sony é conhecida: durante o lançamento do PS5, a empresa enfrentou a alta da GDDR6 e os desafios logísticos da pandemia, chegando a pagar fretes aéreos caríssimos para manter os consoles nas prateleiras sem alterar o calendário.
Janela de lançamento e concorrência
Embora o plano principal mire 2027, o início de 2028 ainda é considerado uma alternativa viável. Isso permitiria que a Sony iniciasse a fabricação das placas e aguardasse uma flutuação mais favorável nos preços da RAM antes da montagem final. A decisão definitiva sobre a data exata deve ser tomada apenas no começo de 2027.
O cenário de escassez afeta toda a indústria de hardware:
- Xbox Project Helix: O próximo console da Microsoft enfrenta a mesma pressão de custos.
- Steam Machine (Valve): Segue sem data ou preço definido devido à incerteza sobre o fornecimento de memórias.
O compromisso da Sony com a TSMC coloca o PS6 em uma posição de vantagem técnica, priorizando a disponibilidade do hardware sobre a margem de lucro imediata.





