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Novas regras do TSE: Veja como o uso de IA será controlado nas Eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta segunda-feira (2) um conjunto de resoluções inéditas que regulamentam o uso de IA nas campanhas políticas. As medidas visam garantir a integridade das eleições para presidente, governador, senador e deputados (federais e estaduais), atendendo a preocupações sobre o impacto da tecnologia no processo democrático.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e o eventual segundo turno para 25 de outubro, candidatos e plataformas devem se ajustar às novas normas de conduta digital.


O que muda nas regras eleitorais com a IA?

As novas diretrizes focam no combate à desinformação e na proteção da imagem dos candidatos. Confira os pontos centrais:

  • Silêncio Tecnológico: Está proibida a publicação de conteúdos sintéticos novos ou alterados (voz e imagem) nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes. O objetivo é evitar ataques de última hora que não possam ser desmentidos a tempo.
  • Restrição a Chatbots: Provedores de IA e assistentes virtuais não podem recomendar ou sugerir votos em candidatos específicos, mesmo que o usuário solicite a opinião da máquina.
  • Proteção de Gênero: Há uma proibição absoluta de montagens que utilizem IA para criar conteúdos de nudez ou conotação sexual envolvendo candidatas mulheres.
  • Transparência e Rotulagem: O uso de IA é permitido em materiais de campanha, desde que acompanhado de um aviso “explícito, destacado e acessível” sobre a natureza artificial do conteúdo. A ausência de sinalização resultará na remoção do material.

Responsabilidade e Combate a Deepfakes

As novas regras complementam leis já existentes. O uso de deepfakes para espalhar fatos inverídicos ou descontextualizados continua estritamente proibido. Além disso, o TSE reforçou o combate a perfis automatizados (bots) ou falsos:

As plataformas de redes sociais têm a obrigação de banir contas apócrifas que desrespeitem a legislação. O descumprimento dessas ordens judiciais de remoção pode acarretar penalidades severas às empresas de tecnologia.

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