Na noite do último domingo (1º), as principais emissoras de notícias do Paquistão, como Geo News, Samaa TV e ARY News, tiveram suas programações subitamente interrompidas. O incidente, causado por ataques cibernéticos coordenados, ocorreu inclusive durante o horário nobre das 21h, gerando confusão entre o público de maior audiência.
O Conteúdo das Invasões
Durante a interrupção, os telespectadores foram surpreendidos por textos críticos às Forças Armadas locais. Os pontos principais das mensagens incluíam:
- Acusações diretas: Afirmações de que os militares seriam os responsáveis pela degradação do país.
- Incitação popular: Mensagens convocando a população a se rebelar contra a instituição.
- Alvos específicos: Citações nominais a facções do Exército como causadoras de problemas nacionais.
Em comunicado, a Geo News esclareceu que as mensagens não refletem a opinião da emissora e revelou que já vinha sofrendo tentativas de invasão horas antes do ocorrido, exigindo que as autoridades identifiquem e punam os responsáveis.
Autoria e Investigação
Embora existam rumores nas redes sociais apontando para um hacker de origem afegã, especialistas acreditam que a complexidade e a escala da ação indicam um esforço coordenado. Até o momento, o Ministério da Informação e o órgão regulador de mídias do Paquistão não emitiram um posicionamento oficial.
Vale notar que o ataque original faz parte de uma campanha mais ampla que afetou sites em 19 países através de anúncios não autorizados no Google.
Contra-ataque e Retaliação
Como resposta imediata, um grupo intitulado “Força Cibernética do Paquistão” iniciou uma contraofensiva. Os alvos foram a emissora indiana ABP News e o portal Food Odisha.
Nesta retaliação, o grupo utilizou métodos semelhantes para exibir discursos do chefe do Exército paquistanês e aplicou ataques do tipo DDoS, que visam sobrecarregar e derrubar os sites das instituições visadas.





