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Meta prepara atualização de reconhecimento facial para seus óculos inteligentes

A Meta está trabalhando para reintegrar a tecnologia de reconhecimento facial em seus dispositivos vestíveis. Segundo fontes internas e documentos obtidos pelo The New York Times, a funcionalidade — apelidada de “Name Tag” — permitirá que o assistente de inteligência artificial da empresa identifique pessoas e exiba informações sobre elas em tempo real nos óculos desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica (Ray-Ban e Oakley).

A iniciativa marca uma mudança de postura da gigante de tecnologia, que havia desativado sistemas similares no Facebook há cinco anos após intensas críticas sobre privacidade e batalhas judiciais bilionárias.


Como funcionaria o recurso “Name Tag”

Diferente de um sistema de vigilância universal, o plano atual da Meta foca em um escopo mais restrito:

  • Identificação de conhecidos: O sistema reconheceria pessoas que já fazem parte da rede de contatos do usuário nas plataformas da Meta.
  • Contas Públicas: A ferramenta poderia identificar indivíduos com perfis públicos em serviços como o Instagram.
  • Foco em Acessibilidade: Inicialmente, a empresa cogitou testar o recurso com o público PcD (pessoas cegas ou com baixa visão), embora o teste não tenha ocorrido em 2024 como planejado.

O Equilíbrio entre Sucesso Comercial e Privacidade

O retorno dessa tecnologia coincide com o excelente desempenho de vendas dos óculos inteligentes, que superaram 7 milhões de unidades vendidas no último ano.

Internamente, a divisão Reality Labs avalia que o momento político atual pode ser favorável para o lançamento, acreditando que a pressão de grupos de direitos civis pode estar mais dispersa. No entanto, entidades como a American Civil Liberties Union (ACLU) já alertam que a ferramenta ameaça o anonimato em espaços públicos e abre margem para abusos.


Um Histórico de Multas e Controvérsias

A cautela da Meta em seus comunicados oficiais reflete um passado financeiramente doloroso envolvendo biometria:

  1. US$ 5 bilhões: Pagos à FTC em 2019 por violações gerais de privacidade.
  2. US$ 2 bilhões: Valor total de acordos nos estados de Illinois e Texas devido à coleta de dados faciais sem consentimento explícito.

Em nota, a Meta afirmou que está adotando uma “abordagem cuidadosa” e que ainda avalia todas as possibilidades antes de qualquer lançamento oficial.

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