A jornada histórica de quatro astronautas rumo à órbita lunar sofreu um novo ajuste no cronograma. A NASA confirmou nesta terça-feira (3) que a missão Artemis 2 não decolará em fevereiro, como inicialmente previsto. Agora, a agência espacial trabalha com a janela de março como a data mais provável para o lançamento.
O adiamento foi motivado por falhas técnicas críticas ocorridas durante o “ensaio geral molhado”, um teste de 49 horas que simula todas as etapas que antecedem a ignição do foguete.
O Fantasma dos Vazamentos
O principal obstáculo enfrentado pelos engenheiros foi um problema recorrente: vazamentos intermitentes de hidrogênio líquido. A falha ocorreu na interface que conecta a torre de lançamento ao megafoguete SLS (Space Launch System).
- Complexidade: O hidrogênio é uma molécula extremamente pequena e volátil, tornando vedações em temperaturas criogênicas um desafio constante (algo que já havia atrasado a missão Artemis 1 em 2022).
- Tentativa de correção: A equipe interrompeu o fluxo e permitiu o aquecimento das vedações para tentar um novo assentamento, mas a taxa de vazamento voltou a subir.
- Interrupção: O teste foi encerrado restando apenas cinco minutos para o fim da contagem regressiva, após uma paralisação que durou quase cinco horas.
Impacto na Tripulação e Novas Datas
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que já estavam em quarentena desde o dia 21 de janeiro, tiveram que suspender os preparativos imediatos. Eles reiniciarão o isolamento total duas semanas antes da nova data.
A NASA mapeou as seguintes janelas de oportunidade para março:
- 6 a 9 de março
- 11 de março
Caso esses dias não sejam viáveis, novas datas em abril serão consideradas. Um segundo ensaio geral será realizado para garantir que os problemas de vazamento foram solucionados antes da tentativa real.
Sobre a Missão Artemis 2
Diferente das missões Apollo, a Artemis 2 é o primeiro passo tripulado deste novo programa. Durante 10 dias, a cápsula Orion levará humanos além da órbita baixa da Terra pela primeira vez em mais de meio século. O objetivo principal é validar todos os sistemas de suporte à vida e navegação para que a Artemis 3 possa, finalmente, levar astronautas de volta à superfície da Lua.





