Elon Musk, CEO da SpaceX, afirmou neste domingo (1) que as medidas para impedir o uso ilegal da rede de satélites Starlink por tropas russas estão funcionando. O anúncio ocorre após o governo da Ucrânia expressar preocupação com a descoberta de terminais da empresa integrados a drones de longo alcance utilizados pela Rússia em ataques recentes.
Enquanto as forças ucranianas utilizam milhares de conexões Starlink como pilar de sua comunicação e operações com drones, o surgimento desses equipamentos em mãos russas acendeu um alerta sobre possíveis brechas no controle da tecnologia. Segundo Musk, os esforços técnicos para neutralizar esses acessos indevidos já apresentam resultados positivos.
Cooperação com a Ucrânia e restrições de sinal
O governo ucraniano está colaborando diretamente com a SpaceX para aumentar a segurança. Mykhailo Fedorov, ministro da Defesa da Ucrânia, informou que está sendo desenvolvido um mecanismo para garantir que a rede funcione apenas em terminais oficialmente autorizados dentro do território, evitando que equipamentos desviados operem contra as forças de Kiev.
A Starlink na Rússia: Bloqueio total
A SpaceX reforça que não opera comercialmente na Rússia. Em comunicados oficiais e declarações anteriores, a empresa reiterou que:
- Não vende nem envia kits de conexão para o território russo.
- Não possui vínculos comerciais com o governo ou as Forças Armadas da Rússia.
- O serviço foi ativado na Ucrânia em 2022, logo após o início da invasão, para manter a infraestrutura crítica de comunicação do país.
Desde então, a Starlink tornou-se uma ferramenta estratégica indispensável para a defesa ucraniana, especialmente em zonas de combate onde as redes de internet convencionais foram destruídas.





