O Governo de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira (28), a assinatura do contrato para a construção do Túnel Santos-Guarujá, uma obra histórica que será o primeiro túnel imerso da América Latina. O projeto, orçado em R$ 7 bilhões, é fruto de uma parceria entre as esferas estadual e federal com o consórcio liderado pela empresa portuguesa Mota-Engil.
Com entrega prevista para 2031, a estrutura promete revolucionar a mobilidade no litoral paulista.
O que muda para o morador e o turista?
A principal vantagem será a economia de tempo. Hoje, a viagem de carro entre Santos e Guarujá leva cerca de uma hora; com o túnel, o trajeto será percorrido em apenas cinco minutos.
- Extensão: 1,5 km de comprimento total, com 870 metros sob o canal do porto.
- Estrutura: Faixas para veículos, além de áreas exclusivas e seguras para pedestres e ciclistas.
- Gestão: A concessionária vencedora administrará a operação e manutenção por 30 anos.
Engenharia Inédita: Módulos sob o Mar
A técnica escolhida é altamente tecnológica e foi pensada para não interromper o fluxo do Porto de Santos nem interferir na base aérea local:
- Construção em Terra: Blocos gigantes de concreto são fabricados fora da água.
- Imersão: Os módulos são levados flutuando e afundados a 21 metros de profundidade.
- Encaixe: As peças são conectadas no fundo do mar para formar a passagem.

Impacto Econômico e Ambiental
A construção deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando dois milhões de moradores da Baixada Santista.
Em termos ambientais, a Cetesb já emitiu a licença prévia, confirmando a viabilidade do projeto após análises rigorosas sobre o impacto em manguezais, fauna, flora e níveis de ruído. O governo garantiu que todas as condicionantes ambientais e de desapropriação serão respeitadas conforme as etapas avançam.





