Google abre mão de cobrar impostos nos anúncios, enquanto Meta continua repassando para os anunciantes
Em 2026, o cenário da publicidade digital no Brasil passou por mudanças importantes relacionadas à cobrança de impostos sobre anúncios online nas grandes plataformas de tecnologia.
🔎 Google Ads e Impostos
Ao contrário do que muitas pessoas esperavam, o Google não isentou completamente a cobrança de tributos sobre seus serviços de anúncios. As regras de cobrança de impostos sobre serviços digitais variam conforme legislação local e o tipo de conta do anunciante, e em muitos países o Google continua a aplicar impostos como VAT (imposto sobre valor agregado) de acordo com as leis de cada região — ou seja, quem anuncia pode ter impostos adicionados dependendo do país e da situação fiscal da empresa ou pessoa anunciante.
🔎 Meta Ads e Repasse de Impostos
Já a Meta, controladora do Facebook e Instagram, anunciou que a partir de 1º de janeiro de 2026 vai parar de absorver os impostos incidentes sobre anúncios no Brasil. Antes disso, a empresa costumava “subsidiar” parte desses tributos para anunciantes, o que ajudava a manter o custo dos anúncios mais baixo.
Com a mudança, a Meta passa a repassar diretamente para quem anuncia os impostos que incidem sobre esses serviços, incluindo tributos como PIS/Cofins e ISS — que representam cerca de 12,15% a mais no custo total da campanha. Isso significa que, para manter o mesmo valor de mídia, os anunciantes precisarão aumentar o orçamento ou aceitar menos alcance, já que parte do dinheiro agora vai para os impostos.
💡 Resumo da situação:
📊 Google: continua sujeito às regras de cobrança de impostos locais e não há uma isenção geral; a cobrança depende do país e das leis fiscais aplicáveis.
💰 Meta: decidiu repasse total dos impostos sobre anúncios no Brasil em 2026, impactando o custo final para quem anuncia no Facebook e Instagram.
📌 Essa mudança faz parte de um cenário mais amplo de reforma tributária e adaptação das grandes plataformas às leis fiscais nos países onde operam, e está exigindo que empresas e profissionais de marketing se preparem para planejar seus orçamentos de mídia com atenção aos custos reais que incluem impostos.





