Nesta terça-feira (20), a Netflix reformulou sua estratégia para adquirir a Warner Bros. Discovery, elevando a oferta para um montante de US$ 82,7 bilhões (aproximadamente R$ 444 bilhões) a serem pagos integralmente em dinheiro. A mudança visa garantir a segurança dos acionistas e acelerar a fusão, bloqueando uma tentativa de interferência da Paramount.
O fim da incerteza com o pagamento à vista
Diferente da proposta anterior, que misturava dinheiro e ações, a Netflix optou pelo pagamento “vivo” por dois motivos centrais:
- Estabilidade: Ao fixar o valor em US$ 27,75 por ação, a empresa elimina o risco das oscilações da bolsa de valores, garantindo que os acionistas da Warner recebam o valor exato prometido.
- Velocidade: O pagamento à vista traz liquidez imediata e recebeu apoio unânime do conselho da Warner, facilitando uma aprovação mais rápida do negócio.
Foco no catálogo e separação de ativos
A Netflix está interessada especificamente no “coração” da Warner. O acordo prevê uma divisão clara do que será integrado:
- O que a Netflix compra: Os estúdios de cinema e TV, o vasto catálogo de clássicos e a plataforma de streaming HBO Max.
- O que fica de fora: Canais de notícias e esportes, como CNN e TNT, que serão separados em uma nova empresa independente sob a bandeira Discovery Global.
Para financiar a operação, a gigante do streaming utilizará suas reservas de caixa e linhas de crédito, aproveitando sua atual solidez financeira.
Cronograma da fusão
Apesar da oferta bilionária, a concretização do negócio ainda passará por etapas burocráticas:
- Votação dos Acionistas: Deve ocorrer até abril de 2026.
- Análise Regulamentar: O governo dos EUA fiscalizará a transação para evitar monopólios.
- Finalização: A expectativa é que o processo seja concluído em um prazo de 12 a 18 meses, período em que será finalizada a separação dos canais que não fazem parte da venda.





