Uma vulnerabilidade na base de dados do Centro de Registro de Pessoas da Dinamarca comprometeu as informações de mais de 8 milhões de cidadãos do país europeu em decorrência de uma falha primária de segurança. O cibercriminoso que reivindica o ataque declarou ter obtido entrada no sistema ao utilizar a combinação de acesso “123456”.
Segundo apurado pelo periódico dinamarquês Politiken, o responsável pela ação afirmou que não pretende comercializar os dados obtidos. A falha ocorreu porque ao menos três contas corporativas utilizavam a credencial extremamente vulnerável, englobando inclusive um usuário com privilégios administrativos.
A violação de segurança foi ratificada pela instituição governamental dinamarquesa no início deste mês, afetando dados de 8,8 milhões de indivíduos. A nota oficial aponta que a invasão ocorreu mediante o comprometimento de uma prestadora de serviços que possuía autorização de acesso ao banco de dados do Centro.
Dias após o comunicado, a empresa Pays ApS, detentora das credenciais de acesso, declarou ter sido alvo de um incidente de cibersegurança.

Invasão precisou apenas de uma senha simples para acessar sistema com registro de pessoas (Reprodução/Freepik)
Os riscos de utilizar combinações simples como “123456”
Termos e sequências como “123456”, “senha” ou “senha123” costumam ser adotados pela praticidade de memorização, porém deixam as contas altamente vulneráveis a invasões. Essas chaves estão entre as mais comuns no cenário global e figuram como as primeiras opções testadas por cibercriminosos em ataques de força bruta.
Uma pesquisa divulgada no ano passado revelou, inclusive, que a sequência de números consecutivos permanece entre os códigos de acesso mais populares utilizados pela Geração Z no meio digital.
Para se proteger, a recomendação é estruturar credenciais complexas: opte por combinações extensas que mesclem letras maiúsculas e minúsculas, numerais e símbolos especiais. Para gerenciar os acessos sem o risco de esquecimento, é recomendável utilizar um gerenciador de senhas para guardar todas as chaves em um ambiente criptografado.
Outra opção viável é a adoção de passkeys (chaves de acesso), tecnologia que permite a autenticação por meio de leitura biométrica em plataformas digitais, como no Gmail.





