A condução do novo longa-metragem baseado na franquia Resident Evil parece ter sido uma experiência definitiva para o cineasta Zach Cregger. Em entrevista concedida ao portal Deadline, o diretor confessou que a empreitada de adaptar o clássico dos videogames o desestimulou a assumir futuros projetos ligados a propriedades intelectuais corporativas.
Segundo o diretor, o principal entrave reside na falta de liberdade criativa inerente a produções de grande escala. Fã declarado da obra da Capcom — que celebra suas três décadas de existência em 2026 —, Cregger aceitou o desafio apenas por causa de sua forte conexão com os jogos e pela convicção de que conseguiria injetar originalidade no material pré-existente.
“Estou fazendo isso e já é o bastante para mim. Não vou investir em quaisquer outras franquias”, declarou de forma categórica ao veículo, acrescentando que prefere focar em roteiros autorais no futuro: “Eu não quero escrever algo pelo qual tenho que garantir que estou anotando dados diferentes para agradar alguém. Eu só quero me satisfazer”.
Diante desse posicionamento, a probabilidade de Cregger retornar para uma eventual sequência é mínima. Caso o estúdio decida dar continuidade à história ou reiniciar a cronologia cinematográfica pela quarta vez, a Sony Pictures precisará buscar um novo nome para comandar a direção.
A relação com o material original e o histórico nos cinemas
Apesar das restrições impostas pela indústria, o cineasta garantiu que o projeto foi executado com sinceridade e paixão pelo universo do survival horror: “Eu acredito que este filme é legal e eu espero que o público veja as referências, porque eu sou e deixei várias. Produzi o longa de Resident Evil que eu queria que existisse, portanto eu pude fazer isso de coração e consciência limpos”.
Esta é a terceira tentativa da Capcom de consolidar sua principal franquia nas telonas. Historicamente, apenas o cineasta Paul W. S. Anderson conseguiu tracionar a marca em Hollywood, gerando uma sequência de seis longas-metragens. Anos mais tarde, a tentativa de reboot com Resident Evil: Bem-Vindo à Raccoon City (2021) buscou maior fidelidade aos jogos, mas acabou gerando divisões entre os fãs devido a alterações profundas na caracterização de figuras centrais como Leon S. Kennedy e Albert Wesker.





