A próxima quarta-feira (9) deve marcar a estreia oficial do primeiro smartphone flexível da Apple. Batizado provisoriamente de iPhone Ultra, o dispositivo representa a maior revolução estética da marca em anos e tem potencial para quebrar recordes de preço, com estimativas apontando valores superiores a R$ 10,3 mil.
O projeto passou por mais de dez anos de gestação, ganhando ímpeto em 2020 após ordens diretas de Tim Cook para intensificar as pesquisas, motivadas pela expansão de concorrentes como Samsung e Huawei no mercado de dobráveis.
O fator preço: valores acima da casa dos dez mil reais
O custo ao consumidor figura entre os aspectos mais comentados da novidade. As projeções iniciais da companhia giravam em torno de US$ 1.999 (equivalente a cerca de R$ 10.274).
Contudo, especula-se que a etiqueta possa subir para US$ 2.199 (aproximadamente R$ 11.303). Variantes com maior capacidade interna de armazenamento poderiam inclusive flutuar na faixa dos US$ 3 mil (R$ 15.420).
Essa tabela posiciona o iPhone Ultra em um patamar financeiro bem distante das opções convencionais. No panorama atual, o iPhone 18 Pro tem preço inicial de US$ 1.099 (R$ 5.649), ao passo que a edição padrão começa em US$ 799 (R$ 4.107).
Arquitetura e formato do aparelho
O novo modelo aposta no formato de livro, padrão consolidado entre os flagships do segmento. O display interno flexível deve alcançar cerca de 7,8 polegadas quando desdobrado, adotando um formato mais expandido horizontalmente do que o visto em rivais diretos.
O objetivo é otimizar tarefas multitarefa e a reprodução de conteúdos audiovisuais. Na parte externa, a tela de aproximadamente 5,5 polegadas prioriza a ergonomia para comandos rápidos com apenas uma mão e maior portabilidade no cotidiano.
Relatórios indicam que o chassi possui proporções mais largas e compactas, lembrando as dimensões de um passaporte quando fechado.
Tecnologia para minimizar marcas na tela
Um dos maiores obstáculos tecnológicos superados pela engenharia da marca foi a atenuação da vinco central. Para isso, utilizou-se uma liga mista de titânio e alumínio acoplada a um painel de vidro proprietário desenvolvido em conjunto com a Corning.
A meta é entregar uma superfície consideravelmente mais lisa do que a de outros dobráveis disponíveis no mercado. O aprimoramento mecânico da dobradiça também consumiu anos de testes voltados à durabilidade.

IPhone dobrável pode “sacrificar” câmeras (Ivo Meneghel Jr./ Canaltech)
Concessões em autonomia e lentes fotográficas
Apesar da cifra elevada, o dispositivo exigirá certas abdicações técnicas em comparação aos irmãos tradicionais.
O conjunto de lentes fotográficas deve ficar abaixo do padrão entregue pelo iPhone 18 Pro, assim como a capacidade energética da bateria, que tende a oferecer menor tempo de uso longe da tomada. A própria geometria articulada pode tornar o aparelho mais sensível a impactos do que um celular convencional.
Esses recortes técnicos decorrem da complexidade em alojar componentes robustos em uma estrutura extremamente fina e flexível.
Possível compatibilidade futura com Apple Pencil
Há indícios de compatibilidade futura com a Apple Pencil. Engenheiros da empresa desenvolveram protótipos de canetas stylus voltadas ao formato dobrável, embora o acessório não deva dar as caras no evento de revelação.
A iniciativa marcaria uma quebra de diretriz histórica da fabricante, que nunca permitiu o uso oficial do acessório em smartphones, limitando-o tradicionalmente aos tablets da linha iPad.
A estreia do primeiro modelo flexível da maçã promete sacudir um nicho até então liderado por marcas do ecossistema Android, como Samsung e Google, elevando o patamar de visibilidade da tecnologia para o grande público.





