A busca pelos responsáveis pelo vazamento de Grand Theft Auto VI segue ativa, com a Take-Two Interactive direcionando sua atenção para dois alvos específicos. Em vez de rastrear os protagonistas Jason e Lucia, a corporação mira duas contas do Discord associadas à divulgação antecipada de clipes do jogo.
Embora a desenvolvedora mantenha a discrição sobre o andamento das investigações, há indícios de que o próximo passo envolva emitir intimações formais à plataforma de bate-papo para desvendar a identidade dos donos dos perfis que espalharam os materiais antes dos anúncios oficiais da Rockstar.
Entre os nomes apontados pela comunidade de fãs está o perfil “stayonthegrindd”, que teria tentado comercializar ou distribuir o conteúdo restrito a outros usuários dentro do aplicativo, juntando-se ao já conhecido Cyberleek nas suspeitas.
Apesar dos rumores sobre o paradeiro do indivíduo conhecido como Cyberleek, análises sugerem que ele pode ter sacado a quantia de 1,5 milhão de dólares obtida por meio dos vazamentos antes de desaparecer, embora tenha deixado rastros que facilitem a ação das autoridades.
Antes mesmo das divulgações de maior proporção, entusiastas já haviam tido acesso a trechos inéditos — como cenas de Jason jogando basquete e detalhes do mapa, a exemplo de um clube de strip-tease presente no mundo aberto.

Os vazamentos atropelaram até mesmo o trailer de gameplay de GTA 6 (Divulgação/Take-Two Interactive)
A justificativa inicial alegada pelo suposto vazador girava em torno de um protesto contra a Rockstar e a Sony devido à possível extinção das mídias físicas e à priorização do formato digital no lançamento do título.
Ainda assim, a movimentação financeira sugere que o lucro obtido com a comunidade pesou mais nas motivações. Desde a circulação oficial dos trailers pelas plataformas de streaming, o responsável silenciou e interrompeu as divulgações.
A ofensiva jurídica da Take-Two Historicamente, gigantes da indústria como a Take-Two e a Nintendo mantêm um histórico rigoroso na persecução de infratores, seja combatendo emuladores, pirataria ou vazamentos, sendo raros os casos em que investigados escapam de punições judiciais ou detenções.
O mega vazamento ocorrido em 2022 serve como precedente: após um processo prolongado, o jovem responsável pela exposição de dezenas de protótipos de desenvolvimento acabou recebendo uma sentença de reclusão em unidade de tratamento psiquiátrico.
Dessa forma, a permanência de Cyberleek na clandestinidade é vista com ceticismo pelo mercado, especialmente com a provável cooperação de empresas de tecnologia como Discord e Microsoft no fornecimento de dados telemáticos.
Mesmo sem a confirmação oficial de nomes ou etapas do inquérito, a postura da publisher deixa evidente a determinação em esgotar os recursos legais até responsabilizar os culpados.





