O Gemini, da mesma forma que outras ferramentas de inteligência artificial generativa, aproveita as interações dos usuários para aperfeiçoar seus sistemas. As mensagens trocadas, os arquivos anexados e qualquer outro material compartilhado com o chatbot podem ser processados com o objetivo de elevar a precisão e a eficiência da tecnologia.
Embora esse aprendizado seja fundamental para que o Google refine suas IAs, ele implica no processamento de detalhes pessoais compartilhados durante o uso. Por essa razão, a companhia disponibiliza mecanismos para que você tenha autonomia sobre o gerenciamento desses dados.
É possível, nas preferências do chatbot, suspender o registro de atividades e evitar que interações futuras contribuam para o aperfeiçoamento dos modelos. Além disso, há o recurso de chats temporários, que não são submetidos a revisões humanas nem ao treinamento dos modelos.

O Gemini usa conversas e conteúdos compartilhados pelos usuários para aprimorar seus modelos de IA (Imagem: Viviane França/Canaltech)
Que informações são processadas pela IA?
O Google utiliza diversos tipos de dados coletados durante a utilização do Gemini para aprimorar o serviço, incluindo:
- Interações de texto ou voz: as perguntas feitas, comandos e as respostas obtidas;
- Arquivos enviados: fotos, vídeos, documentos ou imagens de tela compartilhadas;
- Uso do Gemini Live: registros de áudio, vídeo e compartilhamentos de tela realizados em tempo real;
- Avaliações e comentários: o feedback que você fornece sobre as respostas da IA;
- Contexto geográfico e do dispositivo: dados de localização aproximada e configurações do sistema utilizado;
- Preferências: informações armazenadas na memória da IA, uso de “Gems” e outras configurações personalizadas.
O Google esclarece que, em certos casos, interações podem ser examinadas por revisores humanos para fins de qualidade e segurança, mas garante que, antes desse procedimento, as informações são anonimizadas, sendo desconectadas da conta do usuário.

Conversas, arquivos e feedbacks estão entre os dados que podem ser analisados pelo Gemini (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)
Como restringir o uso de dados para treinamento?
A medida mais eficaz para evitar que suas novas conversas sejam utilizadas para o treinamento da IA é desativar o registro de atividades. Siga estes passos:
- Abra o Gemini;
- Toque no ícone do seu perfil;
- Vá em “Atividade nos Apps do Gemini”;
- Desligue a chave “Manter atividade”.
Ao realizar essa alteração, suas novas interações não serão registradas no histórico nem empregadas para treinar a inteligência artificial. O Google retém informações por um curto período (até 72 horas) apenas para viabilizar as respostas e garantir a segurança do sistema.

É possível desativar a opção “Manter Atividade” para impedir que novas conversas sejam usadas no treinamento da IA (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech)
Observação: Caso envie um feedback sobre uma resposta, o sistema poderá coletar esse comentário junto ao histórico das últimas 24 horas daquela conversa, sendo que esse material pode ser examinado por revisores humanos.
Uma alternativa complementar é utilizar o modo de Conversa Momentânea, que gera chats que não são salvos no histórico e ficam de fora dos processos de aprimoramento por revisão humana. Mesmo com essas proteções, é prudente evitar o compartilhamento de informações confidenciais com o chat.
Como bloquear o acesso do Gemini a outros serviços?

Dá para controlar quais aplicativos e informações o Gemini pode acessar nas configurações de privacidade (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech)
O Gemini pode integrar-se a outros produtos do Google, como Gmail, Drive, Fotos, Maps e YouTube, para oferecer respostas mais precisas baseadas no seu contexto. Para restringir essa conexão:
- Acesse o chatbot;
- Toque no seu perfil;
- Vá em “Inteligência Personalizada”;
- Selecione “Apps Conectados”;
- Desative os serviços que não devem ser consultados pela IA.
Você também pode optar por desativar a Memória do Gemini, evitando que a IA utilize o histórico de conversas antigas para personalizar respostas futuras. Note que, embora esses ajustes impeçam novas consultas aos seus dados, eles não apagam automaticamente as informações que já foram processadas anteriormente.





