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Executivo critica a PlayStation e defende a pirataria como salvação para os games

FOTO: GEMINI

Garantir o legado dos jogos eletrônicos é uma tarefa ao mesmo tempo crucial e complexa. O setor corporativo demonstra pouca preocupação com a causa, deixando o trabalho árduo nas mãos de colecionadores e entusiastas. No entanto, o cenário é desanimador, a ponto de um dos principais especialistas da área admitir que o mercado informal virou a única alternativa viável, após o fracasso das tentativas oficiais.

Frank Cifaldi, ativista que lidera a Fundação da História dos Videogames, manifestou seu desabafo na rede social Bluesky. Ao interagir com uma publicação que apontava a pirataria como o único método sobrevivente de conservação de mídia no setor, Cifaldi validou a afirmação com desapontamento:

“Na condição de gestor de uma organização focada no resgate histórico dos jogos e tendo investido toda a minha trajetória profissional nisso, confirmo que essa é a realidade. Buscamos o diálogo com o sindicato das empresas do segmento para construir uma saída dentro da lei, mas eles rejeitam apresentar qualquer opção concreta.”

O debate sobre a longevidade dos jogos se intensifica

O debate ganhou força recentemente, impulsionado pela projeção de que a Sony deve encerrar o suporte aos formatos físicos em janeiro de 2028. Além disso, grandes produtoras já abandonaram os discos, a exemplo da Rockstar com o aguardado GTA 6 — uma decisão com força suficiente para transformar os rumos de todo o mercado global.

A Microsoft também dá indícios de adotar uma postura parecida com a marca Xbox. Informações de bastidores apontam que, desde maio de 2026, a empresa vem avaliando uma ferramenta voltada à migração de mídias físicas para o formato digital, com restrição para títulos do Xbox One e Xbox Series.

Há tempos, lojas virtuais como a Valve reforçam a premissa de que o usuário não é dono do software adquirido, detendo apenas uma permissão de uso temporária vinculada à disponibilidade nos servidores. O estopim para a revolta dos consumidores ocorreu quando a Ubisoft desativou o jogo original The Crew, bloqueando o acesso de quem o comprou por exigir conexão obrigatória com a internet. O episódio gerou a campanha global “Stop Killing Games” (Parem de Matar os Jogos), um marco na busca pelos direitos dos jogadores.

Dado que as modificações e o desbloqueio ocorrem com maior facilidade nos computadores, presume-se que o PC será o grande guardião dessa história. O destino das produções exclusivas de ecossistemas fechados, como Nintendo, PlayStation e Xbox, permanece uma incógnita para o futuro.

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