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Língua portuguesa conquista o 3º lugar entre os idiomas mais falados no ChatGPT

FOTO: MARCELO FISCHER/CANALTECH

O idioma português passou a ocupar a terceira posição no ranking de linguagens mais utilizadas no ChatGPT, de acordo com indicadores oficiais publicados no relatório OpenAI Signals. A língua fica posicionada logo após o inglês e o espanhol. O estudo aponta ainda um marco inédito: mais de 50% dos internautas assíduos operam o chatbot prioritariamente em línguas que não o inglês.

Na sequência das posições, ocupando o quarto, quinto e sexto lugares, estão o francês, o indonésio e o árabe. Essa amostragem considera o fluxo de conversas mantido por usuários de contas individuais da plataforma, o que engloba as modalidades Free, Go, Plus e Pro.

Paralelamente, os dialetos uzbeque, cazaque e birmanês registraram os saltos mais expressivos em volume de acessos desde julho de 2023. Os dados indicam também que o engajamento se intensifica com o tempo de cadastro: após um semestre de experiência no sistema, os perfis mais antigos passam a encaminhar, em média, uma quantidade 50% maior de comandos diários e dobram a variedade de atividades executadas quando comparados ao período em que criaram a conta.

Português é o terceiro idioma mais usado no ChatGPT. (Imagem: Divulgação/OpenAI)

Expansão global do ecossistema de inteligência artificial

O monitoramento aponta que a adesão ao ChatGPT avançou em todos os continentes desde julho de 2023, descentralizando a distribuição geográfica dos acessos. O ritmo de adesão mais acelerado ocorreu no continente africano, seguido respectivamente por Ásia, América do Sul, Europa, América do Norte e Oceania.

Conforme detalhado pela OpenAI, a velocidade de adoção foi mais expressiva em nações com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), localidades que lideraram os picos de crescimento na contagem de acessos semanais.

O mapeamento revelou modificações no perfil do público consumidor. Usuários identificados com prenomes majoritariamente femininos respondem pela maior fatia do tráfego mundial da inteligência artificial. O Brasil surge ao lado de Namíbia, Colômbia e Polônia como os territórios onde a presença feminina supera a masculina.

Por outro lado, Bangladesh, Paquistão, Angola, Mali e República Democrática do Congo concentram a maior proporção de usuários com nomes habitualmente masculinos. A desenvolvedora salienta que esses parâmetros evidenciam a capilaridade da tecnologia em variadas sociedades e estratos populacionais.

A organização ressalta, contudo, que não armazena registros de identidade de gênero de seus usuários. Os números apresentados derivam exclusivamente de um modelo de projeção estatística baseado na segmentação e probabilidade dos primeiros nomes cadastrados.

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