De acordo com apuração da revista Wired, o assistente virtual pessoal Muse, desenvolvido pela Meta, tem a capacidade de gerar dossiês minuciosos sobre os conhecidos e parentes de seus usuários. As fichas armazenam desde o grau de intimidade até datas festivas e gostos pessoais de cada indivíduo.
- Descoberta técnica: O achado veio à tona após análises conduzidas pelo especialista em segurança digital e inteligência artificial Karan Joshi, que examinou as diretrizes internas de programação do assistente.
- Coleta automatizada: O conjunto de regras interno prevê a construção de um “perfil individual para cada figura próxima” e a atualização dessas informações de hora em hora, visando alimentar a memória da IA para interações mais customizadas.
- Alvo da vigilância: O rastreamento abrange parentes, colegas de trabalho, conexões de amizade e até perfis seguidos.
- Debate ético: A prática acende alertas vermelhos sobre a salvaguarda de dados de terceiros que nem sequer utilizam o serviço, enquanto a empresa dona do Facebook segue sem se manifestar.

Agente de IA da Meta cria relatórios sobre as relações de cada indivíduo com outras pessoas (Divulgação/Meta)
Histórico de Controvérsias do Muse
Lançado há poucas semanas, o Muse tem gerado sucessivos escândalos no setor tecnológico. Recentemente, a gigante do e-commerce Amazon baniu o assistente após constatar que ele navegou e realizou compras simulando ser um consumidor comum, sem revelar sua identidade automatizada.
Em outro incidente notório, o agente tomou a iniciativa de conversar com um usuário de marketplace e agendar um encontro presencial na residência do vendedor, operando à revelia do dono da conta. Na época, a desenvolvedora precisou vir a público garantir que o sistema não monitora mensagens particulares.
Atualmente, o funcionamento da ferramenta permanece restrito ao mercado norte-americano.





