mídia física no PlayStation e pedidos por Destiny 3. Usuários têm criticado a empresa em todas as publicações relacionadas ao PlayStation desde que a companhia anunciou o fim da produção de discos em julho.
Ao abrir o chat ao vivo, não era surpresa se deparar com mensagens como “NO DISC NO BUY” (sem disco, sem compra) e “WE WANT DESTINY 3” (nós queremos Destiny 3). As críticas se referem às duas maiores ‘pisadas na bola’ da Sony com os fãs da marca.
A partir de janeiro de 2028, jogos first-party do PlayStation, bem como títulos de terceiros, chegarão apenas em formato digital. A decisão da Sony provocou uma enxurrada de críticas num dos piores momentos da história da marca desde sua criação, em 1994.
A liderança da companhia não tem ajudado muito a melhorar o humor dos fãs. A CFO da Sony, Lin Tao, declarou em uma reunião para investidores: “entendemos os fãs, mas vamos em frente”, ao responder sobre o fim da mídia física.
Além disso, a empresa foi à justiça para provar que o usuário não é dono dos jogos digitais que compra. O caso aconteceu em uma ação movida por quatro jogadores que alegam que a Sony não esclarece que os consumidores adquirem apenas as licenças dos games, e não a propriedade em si.
Outra crítica frequente dos jogadores está relacionada aos cortes e encerramentos de estúdios do PlayStation. Em fevereiro, a divisão anunciou o fechamento da Bluepoint Games, responsável pelos remakes de Demon’s Souls e Shadow of the Colossus.
Em maio, a desenvolvedora Bungie anunciou o fim do ciclo de atualizações de Destiny 2 e confirmou que não tem planos para a produção de uma sequência. Em junho, a Sony demitiu desenvolvedores da Bungie em decorrência de uma reestruturação.
State of Play vai além das críticas
Apesar das críticas pesadas dos usuários, o State of Play foi palco de novidades interessantes, incluindo atualizações de jogos já existentes e o anúncio de uma parceria com a Rockstar Games.
A transmissão do State of Play realizada nesta quinta-feira (3) foi marcada por forte rejeição do público, que lotou o chat da exibição com exigências pelo inédito Destiny 3 e protestos veementes contra o abandono dos discos físicos pela divisão de consoles da gigante japonesa. A revolta digital reflete um descontentamento generalizado que tem tomado as redes da marca desde o anúncio oficial da descontinuação das mídias em mídia física, ocorrido em julho.
Entre as mensagens recorrentes na transmissão, destacavam-se bordões como “NO DISC NO BUY” e apelos insistentes pelo terceiro capítulo da franquia da Bungie. O foco das reclamações recai sobre as recentes polêmicas envolvendo a fabricante e sua base de consumidores.
A companhia determinou que, a partir de janeiro de 2028, todos os lançamentos de estúdios próprios e de parceiras externas sairão exclusivamente no modelo virtual. A medida gerou uma onda de insatisfação sem precedentes desde a estreia da marca no mercado de jogos, em 1994.
Declarações da diretoria financeira da corporação, Lin Tao, que afirmou compreender os usuários, mas pontuou que a empresa seguirá adiante com o plano, falharam em amenizar o clima. A antipatia aumentou após a empresa defender judicialmente a tese de que clientes de jogos virtuais adquirem apenas o direito de uso, e não a propriedade efetiva dos arquivos.
O descontentamento também engloba cortes drásticos na estrutura interna. No primeiro semestre, a divisão fechou as portas da Bluepoint Games, estúdio consagrado pelos remakes de Demon’s Souls e Shadow of the Colossus, além de enxugar equipes da Bungie e encerrar o suporte contínuo a Destiny 2 sem sinalizar uma sequência.
Apesar do forte rechaço dos espectadores durante o evento, a apresentação trouxe atualizações de títulos conhecidos e revelou uma nova colaboração estratégica com a Rockstar Games.





