Os admiradores de Sleeping Dogs ganharam um fio de esperança em relação ao futuro da propriedade intelectual. Alastair Cornish, profissional que integrou a equipe de criação do título inaugural, avalia que uma continuação permanece viável, embora ressalte que a concretização exigiria uma conjunção extremamente rara de fatores favoráveis.
Durante uma conversa com o portal FRVR, Cornish abordou o encerramento do desenvolvimento de Sleeping Dogs 2, apontando que os elevados custos operacionais representaram barreiras intransponíveis para a United Front Games. Conforme o desenvolvedor, despesas com folha de pagamento, localização geográfica da sede, custos de estrutura e o dimensionamento do quadro de colaboradores são elementos capazes de inviabilizar economicamente um projeto desse porte. Ainda assim, o criador prefere não sepultar de vez a possibilidade de um retorno.
“Na indústria de games, jamais descarte nada, logo acredito que seja possível, mas exigiria um cenário de total sincronicidade, compreende? Seria preciso reunir indivíduos genuinamente devotos, dotados de competências diversificadas, extremamente prudentes com os gastos, perspicazes nos aportes financeiros e totalmente transparentes sobre o que realmente rende resultados e o que fracassa.”
Na visão de Alastair Cornish, um hipotético projeto sucessor dependeria de uma equipe multidisciplinar e entusiasmada, capaz de gerenciar os recursos financeiros com rigor absoluto. Os profissionais também precisariam diagnosticar com rapidez acertos e falhas ao longo da criação.
Uma continuação sem mapas gigantescos e vazios Um aspecto central apontado pelo desenvolvedor diz respeito a uma das marcas registradas do título de estreia: a exploração livre. Cornish argumenta que uma sequência deveria justificar a inclusão de um ambiente aberto, evitando a tendência de conceber mapas colossais repletos de tarefas repetitivas e itens colecionáveis supérfluos. Para ele, a antiga obsessão das produtoras em estipular recordes de tamanho territorial felizmente perdeu espaço na atualidade.
“Frequentemente, nos títulos de exploração livre, qual é o verdadeiro propósito de serem classificados dessa forma?”, questionou. “Existem produções que abusam de mecânicas repetitivas, excesso de missões de coleta, resultando em cenários inchados artificialmente.”
O criador apoia a concepção de espaços menores, porém mais densos e direcionados, onde cada elemento interativo agregue valor real à narrativa. Essa diretriz também funcionaria como um mecanismo de contenção orçamentária para viabilizar um novo capítulo: “Acredito que superamos essa fase. Hoje contamos com universos mais coesos e objetivos. Felizmente, aquela corrida em busca do mapa mais extenso ficou para trás.”
Apesar das declarações, as expectativas devem ser mantidas em nível moderado, visto que nenhuma sequência se encontra formalmente em produção. O jogo original estreou em 2012, ao passo que o projeto de sua continuação foi abortado pela United Front Games em 2013, mesmo destino enfrentado posteriormente pelo derivado online Triad Wars.
Recentemente, a marca voltou aos holofotes por iniciativa externa. O ator Simu Liu, famoso por interpretar o herói em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, declarou publicamente que negociava com os detentores dos direitos autorais para adaptar Sleeping Dogs para as telonas.
Na ocasião, o artista manifestou o desejo de encabeçar a adaptação cinematográfica para, em seguida, impulsionar o terreno para o lançamento de um novo jogo da franquia.





