ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Programa espacial brasileiro avança e mira lançamento de foguete nacional em 2027

O projeto do lançador nacional MLBR deu um novo salto significativo em sua trajetória. O veículo foi escolhido para obter a Carteira de Habilitação emitida pela Agência Espacial Brasileira, marco que aproxima a tecnologia de sua inserção definitiva no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

Embora tenha contado com aporte financeiro inicial da Finep, o empreendimento busca agora investimentos de longo prazo para consolidar a presença do Brasil no mercado internacional de colocação de pequenos satélites em órbita, mantendo a projeção de estreia para 2027.

Segundo Ralph Correa, dirigente da CENIC — companhia à frente do projeto —, o documento é essencial para garantir a continuidade da iniciativa. Na visão dele, a vinculação ao PNAE assegura uma perspectiva duradoura, transformando o know-how acumulado e os aportes financeiros em uma competência real para o território nacional.

Próximos passos do lançador O cronograma prevê que o veículo avance rumo à Carteira de Execução, etapa que oficializa a inclusão do artefato no catálogo de missões espaciais do país. Atualmente, o projeto ingressa em um ciclo de validação técnica, submetendo os componentes já montados a simulações severas de vibração, calor extremo e aceleração intensa.

Paralelamente aos avanços do MLBR, a indústria aeroespacial do país registra progressos no segmento de propulsão. Recentemente, a empresa BIZU Space finalizou com sucesso os testes do modelo de voo do motor ARION a propelente líquido, avaliado em instalações dedicadas no município paulista de São José dos Campos.

Os ensaios comprovaram a eficácia de sistemas vitais, a exemplo de mecanismos de controle, reservatórios e válvulas acopladas, utilizando peróxido de hidrogênio e querosene de aviação. O avanço tecnológico conta com respaldo da Finep e parceria de companhias como Plasmahub, Etsys, Concert e Delsis.

WhatsApp