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Google revela o grande espaço de armazenamento necessário para instalar IA localmente no Chrome

A gigante de buscas atualizou sua página de suporte técnico para o navegador Chrome, indicando que o software demanda aproximadamente 20 GB de espaço em disco para efetuar o download e a ativação de modelos de inteligência artificial rodando diretamente na máquina. Mesmo que o Gemini Nano consuma cerca de 4 GB depois de instalado, o programa requer uma margem de armazenamento bem mais ampla para realizar o arquivo de transferência e configurar as ferramentas.

Para ilustrar a proporção dessa exigência, com as funções inteligentes desligadas, uma instalação convencional do Chrome no sistema macOS consome somente cerca de 1,5 GB. Isso evidencia que a retenção provisória de espaço solicitada para a inteligência artificial ultrapassa em mais de 13 vezes o tamanho total do aplicativo convencional.

Essa modificação na documentação surge na esteira de questionamentos de utilizadores que perceberam o navegador efetuando o download automático, de forma oculta, de um documento pesando vários gigabytes conhecido como weights.bin, fundamental para acionar as capacidades nativas do Gemini Nano. A transferência gerou questionamentos relativos à franquia de dados e ao espaço ocupado. Embora a companhia não tenha vinculado diretamente a alteração das diretrizes a tais protestos, a empresa passou a explicitar as condições técnicas exigidas para a operação dos recursos inteligentes no computador.

O Chrome precisa de cerca de 20 GB de espaço livre para instalar modelos de IA local, como o Gemini Nano. (Reprodução/Freepik)

O guia técnico esclarece que a obtenção dos modelos ocorre nos bastidores e está condicionada a múltiplos fatores. Para além da capacidade livre no disco, a máquina precisa contar com componentes de hardware compatíveis, capacidade de processamento adequada e estar vinculada a uma conexão de internet ilimitada. A empresa ressalta que tais parâmetros podem sofrer alterações futuras e que o recurso continua restrito a uma parcela de computadores.

Ademais, a ativação da inteligência artificial local opera de maneira individual para cada perfil e máquina, permitindo que múltiplos usuários de um mesmo computador preservem configurações distintas. Em cenários corporativos administrados por departamentos de tecnologia, a gestão e o acionamento desses modelos fogem ao controle do colaborador comum, ficando sujeitos às diretrizes de segurança da empresa.

A corporação iniciou ainda os testes de uma interface de programação focada em desenvolvedores por meio do canal Chrome Built-in AI Early Preview. A ferramenta gera representações vetoriais de texto na própria máquina com o auxílio do modelo embeddinggemma-300m, preservando o sigilo ao não encaminhar informações para servidores remotos. Tal avanço auxilia o sistema inteligente a compreender o contexto textual.

Com isso, há um ganho potencial em buscas baseadas em contexto, organização de arquivos, sugestões de conteúdo e filtragem de mensagens indesejadas. Atualmente, a interface experimental encontra-se restrita a compilações específicas do Chrome Canary voltadas para Windows, macOS e Linux.

A IA local do Chrome tem requisitos específicos de hardware, espaço e conexão. (Reprodução/CyberHoot)

Como gerenciar e desativar a IA local com segurança?

Acessar os diretórios internos do navegador para apagar por conta própria os documentos da tecnologia inteligente é desaconselhado pela desenvolvedora. De acordo com o suporte oficial, tal procedimento não impede que o programa realize novas tentativas de download dos arquivos futuramente.

O método oficial e seguro para administrar as ferramentas de inteligência artificial generativa no hardware ocorre exclusivamente pelas opções internas do aplicativo:

  • Acesse as “Configurações” do navegador;
  • Selecione a aba “Sistema” na barra lateral;
  • Alterne o interruptor referente à inteligência artificial no dispositivo (On-device AI).

Ao desligar a chave, o sistema apaga de forma autônoma os pacotes de dados da inteligência artificial armazenados no computador e desliga as ferramentas associadas a eles. O navegador também cessa novas tentativas de transferência, mesmo diante de comandos que exijam essa tecnologia.

Caso o usuário decida reativar a função posteriormente, o programa executará uma nova varredura de hardware, checando pré-requisitos como a compatibilidade dos componentes, a disponibilidade dos 20 GB de espaço livre e a estabilidade da conexão antes de iniciar novas transferências.

O Google recomenda gerenciar a IA local do Chrome pelas configurações do navegador, evitando excluir arquivos manualmente. (Reprodução/Freepik)

Afinal, o que é uma IA local?

Trata-se de um sistema de inteligência artificial executado inteiramente na máquina do usuário, dispensando o envio de informações para infraestruturas de nuvem. No caso do navegador, essa arquitetura assegura que processos como síntese de páginas, auxílio na redação, gerenciamento de abas e alerta contra fraudes ocorram de forma nativa no computador.

Esse formato proporciona vantagens relevantes, tais como o reforço na privacidade — uma vez que os dados permanecem confidenciais no dispositivo — e maior agilidade operacional, mitigando a dependência da rede mundial.

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