Veterano em produções de grande escala em Hollywood, o cineasta francês Louis Leterrier construiu uma trajetória sólida no cinema de ação, assinando títulos como o primeiro Carga Explosiva, Cão de Briga, Fúria de Titãs, Truque de Mestre, além de produções de peso na Marvel e na saga Velozes & Furiosos. Agora, o realizador expande sua carreira para o streaming com o suspense A Última Casa, encabeçado por Greta Lee e pelo artista brasileiro Wagner Moura.
A trama gira em torno de parentes que subitamente se veem confinados em seu próprio lar, sem entender a origem do isolamento. O enigma se aprofunda quando percebem que vizinhos e outras pessoas ao redor enfrentam o mesmo impedimento. Na pele do casal Jason e Ann, Moura e Lee tentam proteger os herdeiros enquanto buscam uma saída para o confinamento.
Fã declarado e convite inesperado
Durante um bate-papo com o portal Omelete, Leterrier não poupou elogios ao colega de profissão, confessando que já admirava o trabalho do brasileiro antes mesmo de colaborarem — chegando a ficar fascinado ao esbarrar com ele casualmente em Los Angeles.
“Vou relatar o ocorrido. Tenho bastante bagagem na indústria e conheço muita gente famosa. Certa vez, estava em um restaurante japonês […] e o avistei. Fiquei completamente estupefato porque sou fã de carteirinha de toda a filmografia dele. Minha esposa até brincou: ‘Calma, você está starstruck?'”, relembrou, bem-humorado. Meses depois, ao montar o elenco exigente para sua nova empreitada, o diretor decidiu arriscar: “Entrei em contato e perguntei se poderíamos tomar um café. Apresentei o roteiro e ele aceitou. Costumam dizer que nunca devemos conhecer nossos ídolos, mas o meu superou todas as expectativas.”
Intensidade e entrega nos sets
Tendo experiência prévia com o Brasil após rodar sequências de O Incrível Hulk no Rio de Janeiro, o diretor destacou que a essência cultural de Wagner Moura é um diferencial precioso para o ambiente de trabalho.
“É fantástico colaborar com ele, que carrega o melhor da brasilidade: é profundo, solar, alegre, transita com facilidade entre a leveza e a dramaticidade, além de ser humano e solidario com a equipe”, pontuou, revelando que por vezes precisou conter o ímpeto do ator. “Ele abraçava responsabilidades excessivas. Eu precisava intervir e dizer: ‘Wagner, eu comando o set, descanse. Os outros atores estão seguros, eu cuido disso’. Ele se entregou tanto física quanto emocionalmente ao projeto, emagreceu bastante pelo foco no papel. Eu pedia para ele se cuidar, mas sua paixão é imensa. Ele virou meu irmão.”
Futuro em conjunto e menção a Velozes & Furiosos
Questionado sobre a possibilidade de incluir o brasileiro no encerramento da franquia Velozes & Furiosos — da qual atualmente assume a direção —, Leterrier deixou claro que sua intenção vai muito além de uma única obra.
“Quero realizar todos os projetos possíveis ao lado do Wagner. Somos grandes amigos, nossos núcleos familiares se uniram. Pretendemos seguir colaborando. Ele está despontando como um dos maiores nomes de Hollywood, com boatos de que interpretará grandes antagonistas por aí — o que é irônico, já que ele é a pessoa mais gentil do planeta”, ponderou o cineasta, fazendo referência aos recentes rumores sobre a escalação de Moura para viver o vilão no novo filme da franquia 11 Homens e um Segredo.
Ainda que tenha evitado confirmar diretamente a entrada do ator na famosa “Família Toretto”, o diretor cravou: “Com certeza absoluta, ele fará parte da minha família.”





