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Cartaz do filme Maldição da Múmia é proibido no Reino Unido devido a teor assustador

A propaganda impressa do longa Maldição da Múmia, dirigido por Lee Cronin, sofreu censura oficial no Reino Unido por determinação da agência fiscalizadora de publicidade do território. O veredito apontou que a peça promocional exibe a “figura realista de uma menor falecida” e tem grande potencial para “aterrorizar o público infantil”. A medida foi tomada pela Advertising Standards Authority (ASA), após a instalação de outdoors em vias públicas e estações subterrâneas de Londres acumular cerca de trinta contestações formais.

A Peça Publicitária e a Polêmica

A arte visual destacava uma garota com semblante pálido e acinzentado, com um dos olhos semicerrados e o corpo coberto por ataduras milenares, acompanhada pela frase de efeito: “Algumas Coisas Estão Destinadas a Permanecer Enterradas”. O debate ganhou enorme repercussão pública em abril de 2026, quando a repórter e apresentadora da rede BBC, Samira Ahmed, tornou pública a manifestação que protocolou junto ao órgão fiscalizador.

“Acabei de protocolar minha contestação na Advertising Standards Authority sobre este cartaz no metrô. Por que existe tão pouco zelo com o reflexo de tais cenas nas mentes infantis? (Além, é claro, de pais enlutados que sofreram a perda de um herdeiro)”, pontuou Samira Ahmed em suas redes.

Argumentação do estúdio e Veredito do Órgão

Em sua defesa, a Warner Bros. alegou que a figura em questão não se tratava de uma criança morta, mas sim de uma múmia desperta. O conglomerado argumentou ainda que a fisionomia da personagem era neutra e que o material não continha nenhum apelo explícito à violência. Contudo, os argumentos não sensibilizaram o conselho regulador.

  • Posicionamento da ASA: “Como a personagem possuía traços humanos evidentes, deduzimos que o público a interpretaria como a representação fiel de uma criança sem vida”, destacou a entidade em seu laudo oficial, concluindo que a veiculação externa desrespeitou as normas vigentes.

Adicionalmente, a investigação apontou que a Warner Bros. infringiu uma diretriz de segurança ao posicionar a peça publicitária a menos de cem metros de uma instituição de ensino infantil, sendo o material visível de dentro de uma creche local.

O Que Continua Permitido

A restrição limitou-se ao formato físico ao ar livre. As queixas referentes ao trailer veiculado na televisão e às versões digitais da propaganda foram arquivadas. A ASA entendeu que a inserção televisiva ocorreu estritamente após as 19h30 — período de menor exposição do público infantil — e rechaçou as acusações de que o conteúdo provocasse dor desproporcional a famílias enlutadas ou impactadas por cenários de guerra.

Com a sanção imposta, o material gráfico perdeu o direito de circulação pública em seu formato original, e o estúdio foi intimado a adotar rigor preventivo em ações futuras para afastar conteúdos aterrorizantes de áreas de grande circulação de menores.

Divergências na Internet

A repercussão digital foi marcada por forte polarização. Boa parte dos internautas criticou a atitude da agência, classificando a proibição como excesso de rigor e defendendo que caberia à família orientar os menores diante de elementos do gênero fantástico. Houve quem rotulasse os reclamantes de excessivamente vulneráveis.

Em contrapartida, defensores da medida concordaram que o visual é genuinamente aterrorizante para a primeira infância, enquanto outros relataram memórias de infância marcadas por traumas provocados por campanhas de terror nas ruas. Analistas de mídia também apontaram que toda a controvérsia acabou gerando publicidade espontânea massiva para a obra cinematográfica.

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