A gigante da inteligência artificial Google está desenvolvendo um semicondutor inovador voltado para revolucionar o processamento de IA. Conhecido pelo codinome “Frozen v2”, o plano consiste em embutir a estrutura neural da inteligência artificial Gemini direto no componente físico, rompendo com o padrão convencional em que o software roda a partir da memória do processador.
Funcionamento e Benefícios do Projeto Frozen V2
De acordo com informações veiculadas pelo site The Information, esse método de fixar a topologia do modelo no semicondutor tem o potencial de elevar a eficiência energética do Gemini em um fator de 6 a 10 vezes por token produzido, superando o desempenho das atuais TPUs (Tensor Processing Units) da companhia.
- Arquitetura fixa: Enquanto nos chips convencionais os dados trafegam continuamente entre os componentes — gerando alto gasto de energia e tempo —, no Frozen v2 a base do Gemini é integrada permanentemente aos circuitos, permitindo atualizações de aprendizado sem alterar a estrutura central do componente.
- Ganhos principais: O formato proporciona menor tempo de resposta para conversas instantâneas (como comandos de voz), corte drástico nos gastos de manutenção dos servidores e menor dependência de processadores gráficos externos, a exemplo das placas da Nvidia.

O Frozen V2 seria uma mudança crucial na forma como data centers processam IA (Google/Reprodução)
Desafios e Repercussão no Mercado
Com estreia projetada para o ano de 2028 em diante, a iniciativa enfrenta o obstáculo da rápida obsolescência tecnológica, uma vez que a velocidade de avanço da IA pode tornar um hardware dedicado ao Gemini atual superado em poucos anos.
Apesar de a empresa não ter oficializado o plano — limitando-se a informar que avalia protótipos de alta eficiência em ambiente de testes —, o anúncio repercutiu fortemente nos mercados financeiros, impulsionando as ações da Alphabet em até 3,7% e demonstrando otimismo com essa nova direção estratégica.
Vale destacar que o movimento ocorre em paralelo aos esforços de outras companhias do setor, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, que também buscam autonomia no desenvolvimento de seus próprios chips.





