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Projeto de avião-barco busca revolucionar a mobilidade na Região Amazônica

FOTO: DIVULGAÇÃO/AERORIVER

Imagine reduzir drasticamente o tempo necessário para navegar pelos rios amazônicos. Essa é a meta da AeroRiver, uma startup idealizada por engenheiros formados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A empresa trabalha no desenvolvimento de veículos de “efeito solo”, uma tecnologia que promete transformar a mobilidade na Amazônia em um futuro próximo.

Na prática, essas máquinas misturam conceitos de barcos e aviões, deslocando-se a poucos metros acima da superfície da água. Essa inovação surge como uma alternativa estratégica para contornar a histórica falta de estradas e aeroportos que afeta o Norte do país.

O grande trunfo dessa tecnologia é aproveitar a gigantesca malha de rios da região como se fossem autoestradas de alta velocidade, eliminando a necessidade de grandes obras ou infraestruturas complexas nas margens.

O projeto tem potencial para revolucionar o transporte na Amazônia (Imagem: AeroRiver/Divulgação)

Tecnologia sob medida para os desafios locais

“A Amazônia detém uma das maiores bacias hidrográficas do planeta, mas ainda sofre com sérios gargalos de transporte. Nosso foco é criar soluções moldadas para essa realidade geográfica, garantindo eficiência técnica e um retorno social expressivo para as comunidades”, destaca Lucas Guimarães, Diretor Executivo da AeroRiver.

Criada em 2020 com o propósito de solucionar os complexos problemas de logística da região — que se tornam ainda mais críticos nas épocas de grandes estiagens —, a startup conseguiu superar a fase inicial de desenvolvimento científico com o suporte do Programa Centelha, um projeto governamental de fomento a negócios inovadores.

Graças a esse apoio financeiro, a AeroRiver consolidou seu modelo comercial e, atualmente, foca na fabricação e nos testes de protótipos experimentais que serão controlados por pilotos. O desafio atual da equipe é alinhar o sucesso tecnológico à viabilidade financeira e ao benefício social.

Hoje, os engenheiros se preparam para dar início aos testes práticos com modelos em tamanho real. Paralelamente à validação dos veículos, a startup atua no mapeamento dos trajetos iniciais e na busca por parcerias estratégicas para viabilizar suas operações futuras.

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