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O retorno dos voos supersônicos nos EUA em 2027: agora sem o estrondo sônico

FOTO: MAILCAROLINE/SHUTTERSTOCK

O Departamento de Transportes e o órgão regulador da aviação civil norte-americana começaram, na última terça-feira (30), a reestruturar a legislação que rege os voos supersônicos no território estadunidense. A iniciativa visa modernizar diretrizes vigentes desde os anos 1970, aproveitando as recentes inovações da engenharia aeroespacial e as tecnologias de mitigação de ruído para tornar viáveis as viagens comerciais que superam a velocidade do som.

Essa reformulação legal avança em paralelo a avaliações e pesquisas feitas com modelos experimentais da NASA, desenvolvidos especificamente para suavizar o estrondo sônico. As novas perspectivas de engenharia levam em conta o design aerodinâmico e perfis de voo projetados para minimizar o barulho sentido por quem está na superfície.

De acordo com os órgãos responsáveis, o plano estabelece metas fundamentadas em volumes de decibéis e novos protocolos para procedimentos de decolagem e aterrissagem. A previsão é que o arcabouço normativo esteja finalizado até a metade de 2027.

Atualização normativa para o retorno dos jatos rápidos

Avião supersônico X-59 da NASA – (Divulgação: Jim Ross/NASA)

Entidades federais de aviação nos Estados Unidos abriram caminho para uma transformação profunda nas leis que limitavam os voos civis mais rápidos que o som. Essa ação anula as restrições fixadas em 1973, priorizando agora limites de emissão acústica em vez de aplicar um bloqueio total por causa do estrondo sônico.

A modernização das leis acompanha o surgimento de inovações tecnológicas que prometem diminuir drasticamente o barulho desses aviões. Entre os avanços analisados estão designs inéditos de asas e fuselagens, além de softwares de monitoramento em tempo real que reduzem as ondas de impacto na atmosfera.

Imagem: divulgação/Lockheed Martin

Paralelamente, lideranças da aviação ressaltam a cooperação entre institutos de pesquisa científica e o setor privado para criar alternativas que viabilizem rotas silenciosas, inclusive cruzando continentes por vias terrestres.

A estratégia também foca na implementação de critérios inéditos de homologação baseados estritamente na intensidade do som, deixando para trás os antigos impedimentos genéricos. Uma fase posterior do projeto vai estipular tetos de ruído para os momentos de partida e chegada nos aeroportos, completando a abrangência da nova lei.

O calendário do governo estipula que o texto definitivo das regras seja aprovado até o meio de 2027, após a conclusão dos testes e das checagens técnicas feitas em parceria com os projetos da NASA.

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