Atriz define ‘Flesh of the Gods’ como um “pesadelo magnífico”
Rio – Famosa por estrelar a saga “Crepúsculo”, Kristen Stewart relatou como foi viver a experiência de filmar “Flesh of the Gods”, ao lado de Wagner Moura e Esmé Creed-Miles, classificando o trabalho como um “pesadelo magnífico”. O filme, comandado por Panos Cosmatos, narra a trajetória de um casal de vampiros, Raoul e Alex, ambientado na Los Angeles dos anos 1980.
“Vivi duas experiências transcendentais no mês passado. Eu estava filmando um longa chamado ‘Flesh of the Gods’, de Panos Cosmatos, ao lado de Wagner Moura e Esmé Creed-Miles. Começamos seguindo o roteiro, mas a produção acabou se transformando em algo completamente orgânico, onde nossas sensibilidades se misturaram. Juntos, construímos uma espécie de pesadelo magnífico”, revelou a atriz em entrevista à revista francesa “Vogue”.
O encerramento das filmagens foi motivo de festa entre o elenco. “Quando o filme terminou, depois de sentir que tínhamos ultrapassado nossos próprios limites, todo o time foi curtir uma rave em Colônia”, relatou. “Mas eu não costumo sair para dançar, e na Alemanha isso é parte essencial da cultura. Existem vários filmes sobre a cena eletrônica europeia, como ‘Eden’ (de Mia Hansen-Løve), que eu adoro, mas nunca tinha compreendido o que aquilo representava”, admitiu.
“E ali, cercada por 35 ou 40 pessoas que viraram meus grandes amigos em apenas três meses, com uma sensação quase sagrada de amor e união… A música começou e pensei: ‘Nossa, eu sou raver. Agora sim entendi’. Aos 36 anos, dançando com minha equipe em completo abandono, logo após sentir que tinha atingido um marco importante, foi algo extraordinário. Me deu vontade de fazer filmes pelo resto da vida”, completou.
À revista, Kristen compartilhou ainda mais sobre o projeto. “É sobre autoconhecimento. É uma fantasia, um filme de vampiros, uma história de coração partido… tudo junto. É profundamente melancólico porque encara o que significa estar vivo: a dor que isso traz, mas também o prazer… e a ligação intensa entre ambos. E então, de repente, tudo se converte em uma forma de transcendência total. Nunca me senti tão forte. Existe uma cena próxima ao desfecho do filme que talvez eu jamais tivesse experimentado se não tivesse sido chamada para interpretá-la. É um presente extraordinário poder fingir vivenciar algo… e depois perceber que essa vivência se torna real para você. Você pensa: ‘Agora eu entendo’.”





