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CPUs Zen 6 da AMD prometem aumentar drasticamente a duração de bateria em notebooks

FOTO: DIVULGAÇÃO/AMD

A AMD está preparando uma evolução significativa para sua futura linha de processadores Ryzen. Modificações recentes encontradas no código do kernel do Linux apontam que a companhia está implementando suporte para um novo padrão de núcleos focados em eficiência extrema: a categoria “Low Power” (Baixo Consumo), voltada inicialmente para chips de dispositivos portáteis.

Mapeado com o identificador “2” nas instruções do CPUID, esse núcleo de economia máxima deve focar em gerenciar rotinas em segundo plano ou momentos em que o computador não está sendo exigido. Com isso, o software principal direcionará as tarefas mais simples para esses blocos econômicos, preservando os núcleos de alto poder de fogo.

A iniciativa representa um passo além no ecossistema híbrido atual da marca. Atualmente, entre as gerações Zen 4 e Zen 5, a fabricante adota duas variantes construídas sobre a mesma arquitetura básica (ISA): as unidades tradicionais (Performance) e os modelos compactos tipo “c” (a exemplo do Zen 5c), focados em otimizar espaço e consumo.

Abordagem da AMD se diferencia da estratégia da Intel

Diferente do método da Intel, que combina duas arquiteturas com instruções totalmente distintas em um mesmo processador (os chamados núcleos P e E), a AMD continuará utilizando uma ISA unificada. Rumores de bastidores indicam que esse componente inédito — apelidado de “Zen 6LP” — fará sua estreia no mercado de notebooks na próxima linhagem Ryzen.

De acordo com o informante Bionic_Squash na plataforma X, essa configuração super-eficiente virá com 512 KB de cache L2 e 2 MB de cache L3, integrando os chips conhecidos pelo codinome “Medusa Point 1”. É bastante provável que essa engenharia seja expandida para outros segmentos da família Zen 6 futuramente, cuja apresentação oficial é aguardada para o período da CES 2027.

Além da eficiência energética, a arquitetura Zen 6 deve quebrar recordes na densidade de hardware. Especialistas apontam que a AMD planeja abandonar o teto histórico de 8 núcleos por módulo (CCD) — mantido desde a estreia da linha Ryzen 1000 — para acomodar até 16 núcleos por bloco, o que deve reconfigurar as especificações de cada faixa de desempenho dos processadores.

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