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Londres ampliará uso de reconhecimento facial ao vivo e drones no policiamento

A Polícia Metropolitana de Londres (Met) anunciou que vai ampliar o uso de drones, inteligência artificial e tecnologia de reconhecimento facial em tempo real. A medida avança mesmo sob fortes críticas de defensores dos direitos humanos.

De acordo com o plano de expansão divulgado pela corporação, o objetivo é implementar o reconhecimento facial estático em toda a região central de Londres e garantir que, dentro de um ano, todos os distritos da capital britânica tenham cobertura de drones.

“O policiamento atual vai falhar se não tiver permissão para acompanhar o ritmo dos criminosos por meio da tecnologia”, afirmou o comissário da Met, Mark Rowley.

Menos burocracia e embate político

Em pronunciamento, Rowley defendeu que a polícia deveria ter autonomia para adotar novas tecnologias sem ser travada por legislações e burocracias.

O chefe de polícia também criticou a decisão recente do prefeito de Londres, Sadiq Khan, que bloqueou um contrato multimilionário com a gigante de IA Palantir. Segundo Rowley, um projeto-piloto com a empresa já havia ajudado a maior força policial do Reino Unido a consolidar seus dados. O gabinete do prefeito, por outro lado, justificou o veto afirmando que a Met não demonstrou que o investimento na Palantir traria um retorno financeiro justificável.

Para Rowley, o reconhecimento facial ao vivo é o exemplo mais claro do potencial tecnológico na segurança, tendo contribuído para mais de 2.000 prisões desde 2024.

Vigilância em massa e disputas judiciais

Pela política de uso atual, a Met escaneia os rostos de pedestres e compara seus dados biométricos com milhares de perfis em uma lista de procurados. Com isso, o Reino Unido se tornou o único país europeu a aplicar essa tecnologia em larga escala.

A prática, contudo, é alvo de protestos de organizações de direitos humanos, que alertam para os riscos de vigilância em massa e erros de identificação.

O tema já chegou aos tribunais: em abril, a Alta Corte de Londres determinou que a Met possui “salvaguardas adequadas contra abusos”. A decisão ocorreu após a polícia ser processada por um homem identificado incorretamente como suspeito. Rowley argumenta que entraves jurídicos desse tipo correm o risco de “desacelerar o progresso a um ponto em que o policiamento não consiga combater as ameaças enfrentadas”.

Na contrapartida, grupos de liberdades civis criticam duramente a expansão. O Big Brother Watch classificou a medida como uma “escalada alarmante de uma tecnologia intrusiva”.

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