O governo paulista deu o primeiro passo para colocar São Paulo na vanguarda da tecnologia global com o projeto de um supercomputador de altíssima performance. A proposta, apresentada recentemente ao Conselho do PPI-SP, prevê que a máquina comece a operar em 2028, unindo esforços do setor público e da iniciativa privada.
Infraestrutura e Localização
Ainda que o local exato dependa de estudos técnicos, a região de Campinas desponta como a favorita para sediar o equipamento, aproveitando sua consolidada infraestrutura científica. O projeto agora avança para a fase de modelagem detalhada, que será seguida por consultas públicas e a elaboração do edital de licitação.
O que é esse supercomputador?
Diferente de computadores convencionais, essas máquinas são projetadas para cálculos massivos que exigem resfriamento e energia de ponta.
- Velocidade: A meta é atingir a escala de exaflops, o que o colocaria no topo do ranking mundial de processamento.
- Uso: Focado no treinamento de modelos avançados de Inteligência Artificial e processamento de grandes volumes de dados.
- Modelo de Negócio: O Estado atuará como “usuário âncora”, utilizando cerca de 30% da capacidade para áreas como saúde, meteorologia, transporte e defesa civil. Os 70% restantes serão comercializados para o mercado e pesquisas científicas, garantindo a eficiência do investimento.
Impacto e Investimento
Com um orçamento estimado em R$ 3 bilhões, a iniciativa visa superar o Santos Dumont (atualmente o mais potente do país, localizado no Rio de Janeiro) e consolidar o Brasil como um polo de IA. O sucesso deste projeto pode abrir caminho para novas unidades similares no estado.
A relevância do setor é reforçada pelo mercado: recentemente, o Brasil viu o surgimento de seu primeiro “unicórnio” (startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão) focado exclusivamente em IA jurídica, sinalizando o enorme potencial econômico da tecnologia que este supercomputador pretende sustentar.





