CEO da Take-Two lamenta atrasos e desperdício de recursos no desenvolvimento de BioShock 4

O CEO da Take-Two Interactive, Strauss Zelnick, expressou abertamente sua frustração com o desenvolvimento de BioShock 4. Em entrevista ao site Game File, o executivo confessou estar “profundamente desapontado” com o rumo do projeto, que já soma mais de uma década de hiato desde o lançamento do último título da franquia, BioShock Infinite, em 2013.

Ciclos de erros e desperdício

Zelnick foi enfático ao abordar os problemas enfrentados pelo estúdio Cloud Chamber, criado em 2019 especificamente para gerenciar a marca. Ele admitiu que a empresa investiu recursos massivos em direções criativas que não prosperaram.

  • Obstáculos: O executivo revelou que o maior entrave foi encontrar a identidade certa para o novo jogo.
  • Perdas: “Desperdiçamos muito tempo e dinheiro seguindo becos criativos que se revelaram sem saída”, afirmou Zelnick, comparando a complexidade da produção a grandes obras cinematográficas, onde o resultado final demora a tomar forma.

Reformulação e Nova Liderança

A insatisfação com os resultados internos levou a uma mudança drástica na estrutura do projeto no ano passado. Para colocar o desenvolvimento nos eixos, a 2K (subsidiária da Take-Two) recrutou Rod Fergusson. O veterano, conhecido por seu trabalho na franquia Diablo e por ter participado da produção de BioShock Infinite, assumiu o comando da franquia.

Embora Zelnick tenha declarado que se sente “muito melhor” com o estágio atual da produção sob a nova gestão, o jogo continua envolto em mistério, sem imagens oficiais ou previsão de lançamento.

Busca pela Excelência

Em posicionamento oficial, um porta-voz da 2K reiterou que o foco atual é a qualidade máxima. A empresa destacou que, embora já possuam um “bom jogo”, o objetivo é entregar uma experiência “fantástica”, justificando o suporte contínuo à liderança do estúdio para definir os próximos passos de um dos títulos mais aguardados da indústria.

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