O ataque é dividido em etapas estratégicas de engenharia social:
- O Isca: O criminoso envia uma imagem de visualização única contendo material ilegal ou chocante (como pornografia infantil ou violência).
- A Armadilha: Assim que a vítima abre o arquivo por curiosidade, o golpista recebe a confirmação de leitura, que servirá como “prova” de que a vítima acessou aquele conteúdo.
- A Chantagem: Pouco depois, o golpista assume uma falsa identidade (delegado, advogado ou faccionário) e ameaça denunciar a vítima à polícia ou expô-la publicamente, exigindo pagamentos via PIX para não prosseguir com a denúncia.
Phishing e Pressão Psicológica
Este crime é uma variação de phishing com extorsão. O objetivo não é o roubo de dados, mas o lucro através do pânico. Mesmo inocentes, muitas pessoas pagam os valores solicitados pelo medo da exposição social ou de problemas jurídicos inexistentes.
O que diz a Lei Brasileira
Os criminosos envolvidos podem ser enquadrados em diversos artigos do Código Penal, com penas severas:
- Extorsão (Art. 158): 4 a 10 anos de reclusão.
- Estelionato Eletrônico: 4 a 8 anos de reclusão (Lei 14.155/2021).
- Invasão de Dispositivo (Art. 154-A): 1 a 4 anos de reclusão.
- Exploração Infantil: Crimes previstos no ECA podem somar até 8 anos de prisão.
Importante: As penas podem ser aumentadas se o crime for cometido contra idosos ou por grupos organizados.
Guia de Proteção: Como se prevenir
| Ação | Por que fazer? |
| Ignore desconhecidos | Não abra mídias de visualização única de quem não está nos seus contatos. |
| Desative o “visto” | Em Privacidade, desmarque as Confirmações de Leitura para não dar feedback ao golpista. |
| Limite sua privacidade | Deixe sua foto de perfil visível apenas para seus contatos. |
| Não pague nada | O pagamento não encerra a ameaça; ele prova que você é um “alvo lucrativo”. |
| Denuncie e Bloqueie | Use a ferramenta de denúncia do próprio WhatsApp para banir o perfil fraudulento. |
Dica extra: Lembre-se que autoridades oficiais, como delegados, nunca realizam cobranças ou notificações judiciais via chat de WhatsApp exigindo dinheiro para “encerrar investigações”.





